segunda-feira, 7 de julho de 2014

Domingo,
dia de
reunir a patota
pra conversar
potoca.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Só pra constar...

Encontrei o papel com o rascunho perdido nas minhas coisas. Não sei a data precisa...enfim só pra constar.

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Sorriso falso, olhar triste e vazio.
Uma estrela que cai mas não é cadente. Não realiza desejos, nem os seus próprios.
Então por que ela cai?

Um dia disseram pra essa estrela: "sorria, você tem um sorriso lindo que ilumina todos a sua volta". Só que nem a própria estrela acredita mais nesse sorriso.

Aos poucos o brilho da estrela se apaga. Nessas horas ela se volta para ela, fica reclusa.
Outras horas ela se anima e pensa que está voltando a brilhar, mas esses momentos são como flashes.


- Bitinho -

domingo, 18 de abril de 2010

Passos

Ás vezes lentos, Ás vezes rápidos.

Podem ser leves ou pesados.

Seguem um ritmo se você desejar.

Mas também descompassados podem ficar.


Num quarto escuro e silencioso

O som deles poderia dar medo,

Mas ao contrário, nesse caso, eles confortam

E te conduzem para um momento único.


Música não há, e talvez há,

Mas é restrita a apenas dois corpos

Que se guiam pela sua doce melodia,


E de repente aquela escuridão

Pode se transformar em algo acolhedor,

Como se tivesse sendo conivente de um segredo

Que surgiu de um simples convite:

- Quer dançar comigo?


- Bitinho -

sábado, 7 de novembro de 2009

Conversas

Festa rolando, pessoas falam ao seu redor
Você sabe que estão todos lá a sua volta
Mas basta o encontro de um olhar
Para isso tudo como num passe de mágica desaparecer

Nesse momento é como se você fosse pra outro mundo
Você só vê os olhos e o dono deles
Não se houve o som de uma palavra
Mas um conversa silenciosa acontece
Onde carinhos e desejos são ditos
Num código tão íntimo dos dois
Que ninguém mais é capaz de entender

Você se perde dentro daqueles olhos
E durante aquele espaço de tempo
Nada mais ao seu redor importa
Até que algum ruído é capaz de lhe trazer de volta
E você desperta

Para as pessoas em volta
Aquela cena foi apenas mais um momento,
Como outro qualquer.

Que ingênuos,
Tanta coisa foi dita ali...

- Bitinho -

domingo, 2 de agosto de 2009

Correndo riscos

Era para estar com medo...e eu estou,
Mas eu quero enfrentá-lo.
Eu quero me jogar por mais que meu subconsciente diga que não,
Por mais que a visão que eu tenha seja de um buraco
Que eu não enxergo o fundo e não sei o fim.
Eu quero me jogar...
E quero sem os fios de proteção.
Eu quero correr o risco de quebrar a cara...
Não importa o quanto doa,
Não vai ser tão doloroso se eu lembrar da sensação durante a queda.
É tão boa, tão prazerosa que eu não consigo pensar no fim dele,
Aliás, eu não quero pensar no fim, eu só quero curtir a queda
Pra viver esses momentos que vão me fazer ver que valeu a pena.
Valeu a pena eu me jogar pra ver teu sorriso,
Olhar nos teus olhos e ver o brilho que há neles,
Acariciar teus cabelos,
Desenhar o contorno do teu rosto com meus dedos,
Provar o teu beijo,
Escutar tua voz baixa no meu ouvido
E sentir um frio na barriga e as bochechas corarem,
Sentir as batidas do teu coração enquanto te abraço,
Sonhar contigo e acordar sorrindo,...
É por essas e outras coisas que eu quero me jogar sem medo dessa vez,
Ao menos dessa vez...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Aquele céu.

Eu quero um mundo só meu.
Meu mundo, onde nenhum deles existam.
Eu quero aquele céu.
E quero me perder naquela imensidão negra.
Me deliciar com a luz daquelas estrelas,
E desbravar aqueles planetas, num tempo só meu.
Eu quero tirar esse nó que tenho na garganta
Gritando com toda força até me libertar.
E uma vez liberta continuar a desbravar,
Até chegar ao fim.
E o fim seria aquele buraco negro,
O buraco do esquecimento.
Cairia nele e me perderia.
E perdida ali eu me encontraria.

- Bitinho -

domingo, 3 de maio de 2009

E quando tudo parece que tá bem, você vê que não tá.

De repente o clima fica pesado
E você vê que ele ainda não superou.
Você pará de pensar e fica só na espera.
Você consegue ouvir as passadas,
São sempre pesadas e carregadas de fúria.
Você ainda tem esperança de que seja só pressa,
Mas sabe que não é, nunca é.
Você aguça o olfato para sentir o cheiro,
Você sabe que vai sentir, sempre sente.
O cheiro se junta ao clima e o torna mais pesado.
Você aguarda, sabe que ele vai vir, sempre vem.
Ele entra e arranja alguma coisa pra reclamar, sempre arranja.
Fala coisas e pensamentos totalmente deturpados
E sempre se faz de vítima, sempre.
Não demora e ele fere você, sempre fere.
E depois disso tudo você está na mesma posição em que estava quando tudo começou,
Está estática, mas dentro de você um verdadeiro turbilhão acontece.
A frase ecoa na sua cabeça e você sente a ferida doer.
Mil coisas passam na sua cabeça, mas no fim só sobra um único desejo...
QUE NENHUM DELES EXISTISSEM!

- Bitinho -